Quinta da Boavista

Quinta da Boavista

São imprecisos os dados disponíveis sobre a fundação da Quinta da Boavista, mas pesquisas efetuadas pelo professor e historiador Gaspar Martins Pereira mostram que, por altura da primeira demarcação da região vinícola do Douro, as vinhas da área da quinta foram referenciadas como produtoras de “vinhos finos de feitoria”, os melhores vinhos do Porto produzidos no Douro e destinados à exportação.

Joseph James Forrester, figura incontornável da história do Douro e do Vinho do Porto, sabe-se que manteve uma ligação forte com a quinta e os seus proprietários, sendo provável que a tenha arrendado ou comprasse a sua produção vinícola.

A tradição local atribui-lhe mesmo a replantação e tratamento das vinhas da quinta no período do surto de oídio, na década de 1850, sendo um dos edifícios da quinta designado ainda hoje por ‘Casa do Barão’.

Já depois da morte de Forrester, a Quinta da Boavista foi comprada ao barão de Viamonte, em 1866, pelos herdeiros do barão de Forrester – William Offley Forrester e Frank Woodhouse Forrester, que se juntaram ao tio Francis Cramp – transformando-a rapidamente no centro estratégico das operações de uma das mais relevantes marcas de vinho do Porto no Cima Corgo, que persiste até aos dias de hoje. Desde os anos sessenta do século XIX e sobretudo depois da dizimação provocada pela filoxera, no último quarto daquele século, a Quinta da Boavista beneficiou de grandes mudanças