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Erros de Miguel Louro

by / Quarta-feira, 06 Julho 2016 / Published in Diversos

Os erros, diz a sabedoria popular, pagam-se caros. Ou talvez não. Pelo menos é o que acontece quando acontecem na casa de Miguel Louro. Na sua adega há avarias, lapsos, esquecimentos ou contas mal feitas que nem acabam nos lotes dos vinhos mais baratos da casa, nem são despejados no esgoto, nem condenados a fazer aguardente. Pelo contrário, os vinhos nascidos da propensão humana para errar acabam no mercado a preços bem compensadores.

Neste Verão, Miguel Louro apresentará não um, mas quatro vinhos que nasceram de erros e o mínimo que se pode dizer é que há erros que vêm por bem. São vinhos diferentes, cheios de carácter e com uma história para contar. Ou não fossem obra de um homem do vinho que detesta as normas, abomina o politicamente correcto, mantém com inegável prazer a polémica e recusa ver o vinho como um simples produto pensado para agradar ao mercado.

“Temos de tirar partido dos erros. Nas adegas há muitas argoladas. São coisas que acontecem nas adegas todas. Mas as pessoas não arriscam. Pegam nos erros e metem-nos nas cubas para fazer volume e perderem as suas características”, diz Miguel Louro. Com ele, a história é diferente. “Os nossos erros são públicos, são poucos e são caros”, nota.

Os três Erro tintos e o Erro Branco acabaram por corrigir os seus problemas e tornaram-se vinhos condenados a ter sucesso. Porque são diferentes. Porque foram pensados para ser diferentes. Porque Miguel Louro sabe que, num mundo tantas vezes dominado pela padronização, ser diferente é proveitoso.Os três Erro tintos e o Erro Branco acabaram por corrigir os seus problemas e tornaram-se vinhos condenados a ter sucesso. Porque são diferentes. Porque foram pensados para ser diferentes. Porque Miguel Louro sabe que, num mundo tantas vezes dominado pela padronização, ser diferente é proveitoso.

 

Fonte: Revista Publico

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